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12/07/2019

DR. RESPONDE - Nessa edição, Dr. Edmar fala sobre os tipos de cardiopatias congênitas

Quais os tipos de cardiopatias congênitas?
As cardiopatias congênitas constituem-se de defeitos cardíacos que decorrentes de malformações durante o desenvolvimento do coração na vida fetal. Elas ocorrem precisamente nos três primeiros meses da gravidez.
Há dois tipos de cardiopatias congênitas: as acianóticas (coloração normal da pele) e as cianóticas (cor azulada das extremidades). As primeiras são mais frequentes, correspondendo a cerca de 70% do total. As mais frequentes são as comunicações interatrial e interventricular, o canal arterial, além das estenoses pulmonar e aórtica e a coartação da aorta. As cianóticas (30% do total) são mais representadas pela tetralogia de F ano 19 n. 2allot e a transposição das grandes artérias, além das atresias tricúspide e pulmonar, anomalia de Ebstein, tronco arterial, ventrículo único, hipoplasia do coração esquerdo, drenagem anômala das veias pulmonares.

Como as cardiopatias congênitas se exteriorizam?
Geralmente as cardiopatias acianóticas se apresentam através da presença de sopro cardíaco, audível em exames de rotina pediátrica, ou quando de maior repercussão, por sinais de insuficiência cardíaca (cansaço, respiração difícil, dificuldade em ganhar peso, irritabilidade e inchaço).
Nas cardiopatias cianóticas, há a expressividade da cianose (coloração azulada da pele) em graus variáveis, como sinal preponderante, além do cansaço.

E o grau de repercussão e de gravidade dessas cardiopatias?
É variável, na dependência do tipo e tamanho do defeito, do grau da obstrução causada e do tempo evolutivo decorrido, assim como das intercorrências como infecções e do grau da hipertensão pulmonar. Daí que a análise clínica referente ao grau do defeito deva sempre ser orientada para cada caso em particular.

Pode-se ter ideia acerca da evolução natural das cardiopatias, sem a operação corretiva?
A longevidade das cardiopatias se aproxima do normal, desde que o grau do defeito seja discreto, daí que a indicação operatória não é realizada neste grupo. O contrário ocorre quando o defeito se mostra de repercussão. Em média, a longevidade e evolução natural da CIA é de 40 anos de idade, da CIV de 27 anos, do canal arterial de 36 anos, da estenose pulmonar de 25 anos, da estenose aórtica de 34 anos, da coartação da aorta de 32 anos, da tetralogia de Fallot de 12 anos, atresia tricúspide de 4 anos, atresia pulmonar de 5 anos. Nas demais cardiopatias cianóticas a longevidade é mais curta, com mortalidade alta no decurso do primeiro ano de vida ou mesmo no primeiro mês.

Porque a indicação cirúrgica dessas cardiopatias?
A indicação operatória precoce, ainda nos primeiros meses de vida, decorre da evolução desfavorável deste último grupo de cardiopatias cianóticas; e a indicação mais eletiva, com alguns anos de idade, decorre da prevenção de fenômenos adquiridos que deterioram o coração ao longo do tempo, com a finalidade de aproximar a longevidade do normal.

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