O que fazemos

Acolhemos de verdade, para que a vida continue. Mesmo longe de casa.

Receber um diagnóstico de cardiopatia muda completamente a vida de uma família. Na ACTC – Casa do Coração, estamos ao lado das pessoas acolhidas em cada etapa do tratamento — da chegada à Casa até o retorno para a cidade de origem.

Os critérios para chegada à nossa Casa são: ter menos de 18 anos, ser cardiopata, fazer tratamento pelo SUS, não residir em São Paulo e ser encaminhado para cá por um dos hospitais parceiros. Quem já faz parte da Casa continua sendo acolhido, após os 18 anos. Uma vez da Casa, sempre da Casa.

Cuidamos muito além da saúde física. Por meio de cinco linhas de atuação, oferecemos um suporte sólido e integral para crianças, adolescentes, mães e acompanhantes.

Em 2025, acolhemos 997 pessoas na Casa: 481 crianças e adolescentes em tratamento e 516 mães e acompanhantes. Juntos, oferecemos:

0

pernoites

0

refeições

0

participações de crianças e
adolescentes em atividades

0

participações de mães e
acompanhantes em atividades

Acompanhamento Social

É a porta de entrada da Casa. Acolhemos as pessoas encaminhadas pelos hospitais, as orientamos em cada etapa da jornada e acompanhamos todo o período de tratamento.

Hospedagem e Alimentação

Oferecemos um ambiente seguro e acolhedor, com hospedagem, alimentação de qualidade e acompanhamento nutricional, contribuindo para o bem-estar de pacientes e acompanhantes durante o tratamento.

Apoio Psicológico

Promovemos o cuidado emocional por meio de atendimentos individuais, em grupo e atividades de apoio.

Atividades Educativas e Recreativas

Criamos oportunidades para aprender, brincar e se desenvolver, por meio de atividades pedagógicas, recreativas, culturais e de apoio escolar alinhadas às necessidades de cada idade.

Atividades Terapêuticas e Artesanais

Promovemos bem-estar, expressão e convivência, por meio de oficinas, momentos de escuta, conexão e fortalecimento entre mães e acompanhantes.

Acompanhamento Social

A porta de entrada da Casa

Caminhamos ao lado de cada família, da chegada ao retorno para o lar. Recebemos as pessoas encaminhadas pelos hospitais parceiros, apresentamos a Casa e as regras de convivência. Estamos presentes o tempo todo, seja presencialmente, seja à distância, por meio de plantões durante a noite e fins de semana, para que ninguém fique sem suporte, caso precise…

A interação com o serviço social dos hospitais permite-nos entender e facilitar o processo de tratamento de nossos usuários e acompanhantes, esclarecendo dúvidas e orientando-os sobre o acesso a serviços públicos adicionais eventualmente necessários.

Acolhemos de verdade, para que a vida continue mesmo longe de casa. Paralelamente, esforçamo-nos para que cada família retome sua rotina o quanto antes. Acompanhamos de perto cada história, enquanto estão aqui, e seguimos acessíveis e disponíveis quando voltam à cidade de origem.

Além disso, promovemos palestras sobre temas de interesse do nosso público e trabalhamos em parceria com outros times da Casa, para oferecer o melhor apoio a quem estiver conosco.

Como atuamos na prática:

Objetivo

Receber as pessoas que chegam à Casa, apresentando nossa estrutura e as regras de convivência.

Atividades

Entrevista de acolhimento, cadastro das pessoas, apresentação da Casa, monitoramento do mapa de ocupação e previsão de chegadas.

Objetivo

Conectar famílias ao Tratamento Fora de Domicílio (TFD) e orientá-las sobre os serviços públicos disponíveis em São Paulo e na cidade de origem, caso precisem.

Atividades

Contato com o TFD para inclusão e solicitação de passagens e da rede de apoio de serviços oferecidos em São Paulo ou na cidade de origem.

Objetivo

Discutir os casos com as equipes interdisciplinares dos hospitais, para orientar cada família sobre a conduta médica.

Atividades

Participação nas reuniões técnicas com equipe de transplante do InCor semanalmente, no HCor e no Instituto Dante Pazzanese eventualmente.

Objetivo

Encaminhar para atendimento em serviços de outras especialidades ou localidades, quando isso interferir na recuperação do paciente.

Atividades

Levantamento da necessidade. Avaliação socioeconômica. Contato com a rede de apoio.

Objetivo

Promover bem-estar, boa convivência em grupo e cidadania — para pacientes e cuidadores — por meio de ações socioeducativas e de cuidados preventivos com a saúde.

Atividades

Grupos de orientação e convívio. Campanhas de saúde pública: Dia Nacional da Cardiopatia Congênita, Vacinação e Imunização, Setembro Vermelho, Outubro Rosa, Novembro Azul. Palestras sobre direitos e deveres sociais de pessoas com cardiopatia.

O que as famílias dizem

“Sério, responsável, com ótimo serviço de acolhimento de mães. Sempre disponível para nos atender e buscar o melhor relacionamento na casa.”

— M. M. S., Igaci | AL

Hospedagem e Alimentação

Cheiro de comida caseira, todos os dias

Hospedagem, alimentação e acompanhamento nutricional, no ritmo de uma casa que se constrói coletivamente, todos os dias.

Hospedagem

Oferecemos duas formas de apoio nesta linha de atuação: o atendimento integral, em que a criança ou adolescente dorme na Casa com sua mãe ou acompanhante; e o atendimento-dia, oferecido àqueles da grande São Paulo que passam o dia aqui, em função de agendamentos nos hospitais parceiros. Quando as duas unidades estão com a capacidade completa, custeamos a hospedagem em pensões parceiras da região, para que ninguém deixe de ter onde ficar.

Mães e acompanhantes são parceiras na manutenção da Casa. Nossa equipe é quem organiza a escala de colaboração, priorizando sempre os agendamentos e cuidados com os filhos, assim como os períodos de descanso. Essa colaboração mantém a qualidade dos ambientes, inclusive nos fins de semana, e cria momentos de convivência que vão além da rotina do tratamento.

Junto com o Serviço Social, cuidamos para que o ambiente seja agradável e confortável para todos. Relembramos as regras de convivência – que acompanhamos-, para que direitos e deveres sejam respeitados, transformando a diversidade de idades, culturas e costumes em algo que enriqueça a convivência, mesmo entre pessoas que ainda não se conhecem bem.

O que as famílias dizem

“Na ACTC sempre somos bem recebidos; armários sempre organizados com roupas de cama limpas e com materiais de higiene pessoal. Durante nossa hospedagem, contamos com bom atendimento, boa alimentação e recepção. Lavanderia com bom espaço e organização que dão mais comodidade na hora de lavar as roupas.”

— A. F. M., 34 anos, Videira | SC

Alimentação

Nossa cozinha é totalmente equipada para preparar cardápios variados. Quem está em atendimento integral recebe cinco refeições por dia; quem está em atendimento-dia, até três.

Nossa equipe cuida do controle de doações de alimentos, do planejamento de estoque e da compra dos insumos.

Acompanhamento nutricional

Nossa nutricionista clínica acompanha o estado nutricional de cada paciente, com consultas online, triagens, e, quando necessário, suplementação nutricional, dieta enteral ou farináceos específicos.

Oferecemos gratuitamente esses insumos durante a estadia dos pacientes na Casa, e também os enviamos gratuitamente para a casa da família pelo tempo necessário.

Apoio Psicológico

Cuidar da mente também é cuidar do coração.

O diagnóstico de uma cardiopatia chega sem aviso e muda a rotina de toda a família. O suporte psicológico visa apoiar emocionalmente cada pessoa nessa jornada, para que o tratamento siga bem.

Por isso, todos têm acesso a atendimentos individuais e em grupo, para que cada criança, adolescente, mãe ou acompanhante encontre espaço para falar, receber suporte emocional, acolhimento e cuidado humanizado para atravessar esse momento.

Também construímos, junto com outras áreas da Casa, espaços de bem-estar que vão além do consultório: encontros sociais e culturais que fortalecem os participantes.

Os atendimentos individuais acontecem de forma presencial ou remota. Ajudam cada pessoa a desenvolver recursos emocionais para lidar com o adoecimento, o tratamento, as relações familiares e a rotina na cidade de origem.

Os atendimentos em grupo, promovem integração, autoconhecimento, desenvolvimento e podem acontecer em parceria com a equipe multidisciplinar.

Grupos de atendimento em Psicologia:

Público

De 2 a 12 anos

Objetivo

Acolhimento e desenvolvimento emocional por meio de atividades lúdicas, dinâmicas, jogos e rodas de conversa adequadas para a faixa etária.

Público

De 13 a 18 anos

Objetivo

Acolhimento e desenvolvimento emocional por meio de atividades lúdicas, dinâmicas, jogos e rodas de conversa adequadas para a faixa etária.

Público

Mães, pais e acompanhantes

Objetivo

Acolhimento por meio de rodas de conversa, dinâmicas e atividades.

Público

Participantes de todas as idades

Objetivo

Fortalecimento de vínculos e promoção de socialização por meio de momentos de escuta em espaços comuns e participação em atividades de outras áreas.

O que as famílias dizem

“No atendimento psicológico eu converso, desabafo, choro, conto tudo aquilo que me fez mal e que muitas vezes me deixa doente. Me sinto aliviada, fico mais tranquila e segura com relação a tudo que estou vivendo.”

— C. C. M., 44 anos, Itajaí | SC

Atividades educativas e recreativas

Para que o desenvolvimento não pare

Oferecemos às nossas crianças e adolescentes atividades pedagógicas, recreativas e culturais planejadas para as necessidades de cada fase do desenvolvimento.

Criamos um ambiente lúdico, estimulante e encorajador, para que sigam aprendendo, brincando e crescendo. Algumas atividades contam com a participação da psicóloga da Casa.

Como atuamos na prática:

Objetivo

Manter o vínculo com a aprendizagem e trabalhar identidade e autonomia, tirando a doença do centro da rotina e voltando o foco para a vida.

Atividades

Atividades educativas como jogos, brincadeiras, oficinas de culinária, artísticas e criativas, leitura e celebração de datas comemorativas.

Objetivo

Ampliar o repertório cultural e pedagógico, com experiências especiais e diferentes que despertem curiosidade e ajudem a pensar em projetos de vida.

Atividades

Visitas a parques, museus, cinemas, exposições, teatros, dança e outras experiências externas que tragam vivências diferentes da rotina.

Objetivo

Apoiar os estudos de quem permanece mais de 15 dias na Casa, para manter o contato escolar e reduzir os prejuízos da ausência, inclusive para quem enfrenta dificuldades cognitivas.

Atividades

Aulas individuais de reforço, se houver dificuldade em matérias específicas.

Nossas educadoras fazem a ponte com as escolas de origem de quem está em longa permanência, garantindo acesso a conteúdos, exercícios e avaliações.

Em casos de crianças e adolescentes que querem retomar os estudos enquanto moram na Casa e aguardam o transplante. Incentivamos e facilitamos a matrícula em escolas públicas próximas à ACTC – Casa do Coração.

O que as famílias dizem

“O reforço escolar é de fundamental importância para o meu filho, Enzo Gabriel, pois a cada 2 meses estamos tendo retornos e permanecemos por duas semanas. E se não fosse o reforço escolar, meu filho jamais teria condições de ser aprovado no final do ano. Gratidão define o Reforço Escolar.”

— M. F. L., 41 anos, mãe/acompanhante de E. G. R. L., 14 anos, Montalvânia | MG

Atividades Terapêuticas e Artesanais

Onde quem cuida encontra um ponto de apoio

Cuidar integralmente também significa zelar por quem cuida. Por isso, oferecemos às mães e acompanhantes atividades terapêuticas por meio de oficinas artesanais, momentos nos quais construímos espaços seguros de conexão e expressão, para quem enfrenta desafios parecidos.

As atividades são cuidadosamente elaboradas para favorecer experiências que proporcionem aos participantes suporte, liberdade, criatividade e autoconhecimento.

  • Novas experiências — promovemos oficinas criativas, momentos de troca e atividades que aproximam as participantes. Proporcionamos contato com literatura, pintura, dança, teatro e exposições, com objetivo de expandir o repertório cultural e de vida das participantes.

  • Bem-estar — essas atividades são terapêuticas pois favorecem a expressão de sentimentos, pensamentos e desejos, contribuem para o alívio do estresse e ansiedade, fortalecem a autoestima e o autoconhecimento e possibilitam a identificação e o sentimento de pertencer a algo coletivo.

  • Autonomia — encorajamos a livre expressão, a descoberta e o desenvolvimento de habilidades artísticas que possam ser vividas no cotidiano, e, eventualmente, tornarem-se uma fonte de renda complementar.

Além das oficinas que acontecem presencialmente às terças ou quartas, também promovemos encontros online quinzenais, para garantir a integração das mães e acompanhantes que já voltaram para suas casas, nutrindo os vínculos que tiverem sido aqui construídos.

Entre as técnicas de artesanato, o bordado é o nosso maior destaque. Ao longo dos anos, ele revelou mulheres artesanais, cuja arte não podia ficar só dentro da Casa. Foi assim que nasceu a Atividade Maria Maria: dedicada a ensinar, incentivar, divulgar e apoiar nossas mães bordadeiras.