Atividade Maria Maria

De coração para coração, ponto a ponto

Desde 2001, a Atividade Maria Maria transforma o bordado em expressão, pertencimento e possibilidade de renda.

A atividade nasceu por meio de uma pergunta simples: como ajudar mães acolhidas pela Casa a ampliar o acesso à leitura, à informação e a formas de expressar o que estavam vivendo?

Com a assessoria da Escola Vera Cruz e a coordenação da educadora daquela época, Cristina Macedo, entendemos que essas famílias tinham plena capacidade de aprender coisas novas, criar e se desenvolver, mesmo nos momentos difíceis. O bordado surgiu como um instrumento de reflexão, expressão e fortalecimento pessoal.

A metodologia combina literatura, arte e reflexão. As participantes leem e apreciam livros e, a partir das próprias interpretações, produzem livremente textos e bordados inspirados nas histórias. O processo amplia o repertório cultural, estimula a criatividade e ajuda a aliviar a tensão emocional decorrente do tratamento dos filhos, proporcionando bem-estar e resultando na criação de peças que expressam a individualidade, a visão de mundo e a cultura regional de quem a fez.

O resultado são almofadas, panos de prato, jogos americanos, bolsas, colchas, toalhas de lavabo…peças portadoras de histórias de vida, dedicação, superação e afeto.

Parte dos bordados são vendidos no nosso bazar e em eventos beneficentes. Toda a renda é reinvestida na atividade, para continuar oferecendo gratuitamente materiais, insumos e suporte às participantes, mesmo depois de retornarem a suas cidades.

A partir de 2005, fortalecemos o Maria Maria por meio de parcerias com artistas e empresas, ampliação de recursos e apoio de voluntários para desenvolver a atividade.

Na pedra fundamental da nossa sede, lançada em 2003, está inscrito: “Quando nos solidarizamos no que a princípio não pode ser dito, rompemos a barreira da solidão e da morte, de coração para coração”.

Para nós, o bordado é exatamente isso: um caminho pelo qual corações partidos são cuidados; e perdas, de alguma forma, são ressignificadas.

O que as participantes dizem

“Sinto gratidão e encanto por tudo o que vivi e aprendi nesse percurso. O bordado, mais do que uma arte, tornou-se um espelho da minha própria caminhada humana.”

— E. C. S. G. C., Franca | SP